domingo, 14 de janeiro de 2018

Projeto oferece passeio sonoro pela Lisboa de Fernando Pessoa


Um belo projeto chamado "Não sei o que o amanhã trará", coordenado pela portuguesa (de Braga) Sofia Saldanha, leva cada um de nós à Lisboa de Fernando Pessoa a partir de um audioguia.
Com depoimentos, músicas, efeitos sonoros e ruídos diversos - além da indicação de vários locais em Lisboa - nos transportamos para a época do poeta e conhecemos mais sobre sua vida.
O audioguia é dividido em 15 episódios e a viagem pela história de Pessoa pode ser feita de duas formas: através de um percurso geográfico que inclui 15 locais na cidade de Lisboa, cada um correspondente a um episódio. Ou, através de uma viagem imaginária fora do percurso sugerido. Pode-se ouvir os episódios em qualquer lugar e imaginar-se na Lisboa pessoana.
Para acessar o audioguia e conhecer melhor o projeto "Não sei o que o amanhã trará", acesse: http://www.fernandopessoatour.com
Fonte:http://www.fernandopessoatour.com

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Reflexões sobre o inimigo...

Sempre que pensarem que a luta das mulheres, dos negros, da população LGBT, de crianças e adolescentes, de ciganos, de imigrantes, de cidadãos da classe econômica mais baixa, etc for apenas um MIMIMI, lembrem-se que por séculos esses povos foram considerados inferiores (e ainda o são em alguns países e contextos). Sua imagem foi construída como o inimigo, o outro, o diferente de mim, com costumes diferentes dos meus, aquele que não merece o que eu mereço, não merece o meu respeito.

A construção do inimigo, segundo Eco (2011), define nossa identidade e é importante para arranjarmos um obstáculo em relação ao qual seja medido nosso sistema de valores e para mostrar, no afrontá-lo, o nosso valor. Se não temos um inimigo, então, temos que criá-lo. 

A nosso ver, a criação do inimigo legitima muitas vezes preconceitos, violências, omissões, em nome de uma "moral imoral", de bons costumes, da preservação de uma tradição colonialista, hipócrita, reacionária; de uma desculpa para frear a violência que existe justamente pela falta de respeito aos mínimos direitos de uma série de populações marginalizadas, sem voz, sem direitos. 

O inimigo serve para criar "salvadores"  e "bolsomitos" que chegaram para "colocar ordem na desordem" e "cada macaco no seu galho". Afinal, desde que o mundo é mundo que os pobres são pobres, que os negros são escravos, que as mulheres são submissas, que os homossexuais devem esconder seu pecado. Nada deve mudar. Não se deve perturbar o silêncio da opressão. O único rumor permitido é o de panelas de aço inoxidável da elite que reclama do Brasil, por exemplo, mas muda-se para a Europa e acha lindo o sistema público de saúde e educação a funcionar e vive sob os auspícios de governos socialistas. Se é que sabem o que é isso.

Entre os inimigos, o pobre que viaja ao lado do patrão. Entre os inimigos, a mulher. Essa,desde a Antiguidade e durante a Idade Média especialmente. E de uma misoginia que segundo Eco (2011) era considerada normal, chegamos à construção da bruxa que devia ser queimada.

A mulher chegou a ser descrita assim por Giovanni Boccaccio (para ficar apenas em um nome):

(...) é animal imperfeito, enamorada por mil paixões lamentáveis e abomináveis até de se recordar, quanto mais de pensar nelas (...). Nenhum outro animal é menos limpo do que ela: nem o porco, quando chafurda na lama, chega à imundície delas; e se acaso alguém quiser negar isto, que observe então as partes delas, procure lugares secretos onde estas, daquelas se envergonhando, escondem os horríveis instrumentos que usam para extrair os seus humores supérfluos.


Entre os inimigos, o negro. 

Na entrada “Negro”, da Encyclopaedia Britannica, primeira edição americana, de 1798, podia-se ler que os vícios mais absurdos seriam o destino desta “raça infeliz”. E seguem-se os vícios: ócio, traição, vingança, crueldade, imprudência, furto, mentira, turpilóquio, devassidão, mesquinhez, intemperança. “São estranhos a qualquer sentimento de compaixão e constituem um terrível exemplo da corrupção do homem quando abandonado a si mesmo”. Isso numa enciclopédia, local de referência para pesquisas e para saber sobre o mundo, para conhecer.

 “Negro”descrito na Encyclopaedia Britannica, primeira edição americana, de 1798
(Tradução do livro 
Construir inimigos e outros escritos ocasionais - Umberto Eco, 2011)

Quantas gerações foram criadas a partir desse estereótipo? Quantas pessoas foram educadas a ver o negro como o feio e, portanto, o mau (porque a bondade estaria ligada a beleza e os negros, os pobres, os “outros”, os estrangeiros são feios).

Que fique a reflexão sobre o quanto ainda temos que aprender sobre respeito, direitos humanos, igualdade, racismo, preconceito, feminismo...o quanto ainda temos que aprender, estudar, estudar, estudar e tentar sair da Caverna de Platão que nos deixa em meio a sombras e à ignorância que produz “bolsomitos”, que permite a reforma trabalhista vergonhosa que foi feita no Brasil, que permite diariamente e há séculos o preconceito e o crime contra negros, mulheres, crianças/adolescentes e homosexuais no mundo inteiro. 

Fonte de inspiração: Construir inimigos e outros escritos ocasionais - Umberto Eco
Gradiva, Lisboa, 2011 

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Chamada de resumos para a 4ª conferência do GT da ECREA Journalism and Communication Education Research

“Trial and Error II" – Inovação e tendências entre a sala de aula e a empresa, conferência organizada pelo Grupo de trabalho de Pesquisa de Jornalismo e Educação para a Comunicação da ECREA e o Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade - CECS da Universidade do Minho, acontece dias 10 e 11 de maio de 2018 na UMinho, em Braga, Portugal. A chamada de trabalho encontra-se aberta até 19 de fevereiro.


Fiel ao caráter interdisciplinar desta conferência, incentiva-se a combinação da área da educação a outras várias profissões dos média (RP, jornalismo, gestão…) ou a abordagem da aplicabilidade/relevância do seu tópico para programas de diferentes áreas da educação para os média.

Prazo para submissão de resumos: segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018.
Informação sobre as submissões: 2 de abril de 2018.

O envio dos resumos deve ser feito através do link disponibilizado no site oficial: http://www.lasics.uminho.pt/trialanderror2018/call-for-abstracts/

Organização:
CECS – Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, com a coordenação de Sandra Marinho (marinho@ics.uminho.pt) 
Equipa de gestão do TWG Grupo de Trabalho da ECREA Journalism and Communication Education Research:
– Michael Harnischmacher (Presidente)/Universidade de Passau/Passau, Alemanha (michael.harnischmacher@unipassau.de)
– Harmen Groenhart (vice-presidente)/Fontys University of Applied Sciences/Escola de Jornalismo/Tilburg, Holanda (h.groenhart@fontys.nl)
– Pilar Sánchez-García (vice-presidente)/Universidade de Valladolid/Faculdade de Filosofia e Artes/Valladolid, Espanha (pilar.sanchez@hmca.uva.es)

Fonte: http://www.cecs.uminho.pt/chamada-de-resumos-para-a-4a-conferencia-do-gt-da-ecrea-journalism-and-communication-education-research/#prettyphoto[group]/0/

Entenda a nova política do Twitter contra o discurso de ódio

Por Deutsche Welle — publicado 20/12/2017 17h50

Após críticas por não agir contra a disseminação de ideias radicais, rede social anuncia medidas contra conteúdos de apologia à violência


O Twitter anunciou no início semana que começou a aplicar as novas regras para filtrar conteúdos de "ódio" e "abusivos" na rede social, incluindo mensagens que promovam ou façam apologia da violência.
A plataforma vem enfrentando há algum tempo críticas sobre a forma como lida com os usuários, grupos e conteúdos que promovem o ódio na rede. O Twitter também informou que suspenderá "as contas ligadas a organizações que usem ou promovam a violência contra civis para visibilizar suas causas".
A empresa não quis fazer comentários sobre nenhuma conta em particular e não deu informações imediatas sobre o número de usuários atingidos pela nova disposição.
Por que o Twitter introduziu essas regras?
Como uma das principais redes sociais, o Twitter tem sido repetidamente criticado, como também o Facebook, por sua influência não filtrada em discussões políticas. As plataformas são acusadas, entre outras coisas, de não agirem com determinação contra a disseminação de ideias radicais de direita.
Recentemente, foi considerada especialmente controversa a decisão de verificar, ou seja, reconhecer oficialmente, o perfil do neonazista americano Jason Kessler. No Twitter, a verificação é uma forma de os usuários ganharem mais alcance, já que seu perfil é considerado como checado pela empresa.
Kessler é o organizador da parada neonazista em Charlottesville, na Virgínia. A crítica à verificação da conta dele foi tamanha que o Twitter decidiu interromper temporariamente todas as verificações.
Para quem são essas novas regras?
Já no mês passado, o Twitter anunciou que bloquearia perfis que glorificassem ou endossassem a violência. A rede social disse querer ir ainda mais longe e observar o comportamento online de usuários fora da plataforma.
De agora em diante, os usuários não podem mais estar "ligados a organizações que usem ou defendam a violência contra civis por meio de suas opiniões ou comportamentos".
O que aconteceu desde a nova política do Twitter?
Desde que as novas regras entraram em vigor, no início da semana, dezenas de perfis de grupos racistas e incitadores do ódio foram removidos da plataforma.
Uma conta que já não está visível no Twitter é a da vice-presidente do partido radical de direita britânico Britain First, Jayda Fransen, que ganhou notoriedade quando suas mensagens anti-islã e vídeos racistas foram retuitados por Donald Trump.
Também o líder da legenda, Paul Golding, não pode mais tuitar, e o perfil oficial do Britain First foi suspenso da rede social.
A nova política do Twitter limitará o alcance dos grupos de direita?
Para movimentos na fronteira do socialmente aceitável como Britain First, a suspensão do Twitter é uma grande restrição. No mundo analógico, muitos desses grupos são apenas movimentos fragmentados e usaram durante anos as redes sociais para cultivar uma comunidade. Paul Golding, líder da legenda radical de direita, já iniciou uma petição para reativar o perfil do partido.
Grupos de direita buscarão novas plataformas?
Isso é muito provável, porque o Twitter está longe de ser a única plataforma em que grupos extremistas de direita se encontram em todo o mundo. Uma das redes mais populares dos neonazistas é a Gab, vista por especialistas como o meio preferido da cena de direita.
Os usuários só podem se filiar ao Gab se forem convidados, e os próprios membros decidem quem pode ou não se tornar parte da comunidade. Como a rede já foi fortemente criticada por divulgar conteúdos de direita, as empresas de tecnologia Apple e Google já bloquearam o download do aplicativo Gab em seus aparelhos.
Fonte: https://www.cartacapital.com.br/tecnologia/entenda-a-nova-politica-do-twitter-contra-o-discurso-de-odio

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

FranceTV produz material para educadores discutirem Media Literacy

Para responder à desconfiança dos jovens em relação à mídia, lesite.tv, Francetv Education, France Info e Meta-media oferecem um kit de ensino on-line que pode ser usado por professores da Educação Básica. 
Há também recursos audiovisuais acompanhados de fichas pedagógicas. 
O material está todo em francês.



O material audiovisual e as fichas pedagógicas podem ser encontrados neste link: http://education.francetv.fr/education-aux-medias-et-a-l-information/kit-pedagogique

Texto original: Pour répondre à la défiance du jeune public vis-à-vis des médias, lesite.tv, francetv éducation, france info et Méta-média , vous proposent un kit pédagogique en ligne proposant aux professeurs des écoles (CM1-CM2) et aux enseignants de collège (de la 6e à la 4e) des ressources audiovisuelles accompagnées de fiches pédagogiques. (http://education.francetv.fr/education-aux-medias-et-a-l-information/kit-pedagogique)

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Para educar crianças feministas - Manifesto poético por uma educação igualitária

Por Cristiane Parente (RESENHA)

No início dos anos 2000, quando li “O Livro dos Abraços”, do Eduardo Galeano, depois de estudar sobre ele numa aula de literatura, apaixonei-me e passei a dá-lo de presente para todas as pessoas que faziam aniversário, como se pudesse passar através de dele toda a felicidade que senti ao lê-lo.
Enchi-me novamente dessa sensação de plenitude com o novo livro de Chimamanda Ngozi Adichie. Como não posso dar um para cada pessoa que conheço, vou escrever um pouquinho sobre ele, na esperança de que após a leitura desta pequena resenha, cada um de vocês vá correndo à livraria mais próxima comprar um exemplar para e si e outro de presente, como uma corrente do bem, de boas energias, para fazer um mundo melhor.
Para quem não a conhece, Chimamanda é uma das mais importantes escritoras contemporâneas, nasceu na Nigéria e tem conquistado o mundo com os livros Meio Sol Amarelo, Hibisco Roxo, A coisa à volta do teu pescoço, Americanah e Sejamos todos feministas (discurso feminista na conferência internacional TED e depois transformado em livro).
Ela retorna agora em 2017 com “Para educar crianças feministas – Um Manifesto” um livro de extrema delicadeza que deveria estar em todas as casas, escolas, bibliotecas e ser lido por todas as pessoas, especialmente aquelas que querem colocar uma criança no mundo. Uma pequena obra no tamanho, mas enorme no propósito de combater o precoceito e lutar pela igualdade de gêneros a partir da educação.
O livro é na verdade uma carta de Chimamanda a uma amiga que acaba de ser mãe de uma menina. Nele a autora dá quinze sugestões de como educar uma criança dentro de uma perspectiva feminista e igualitária.  Mas antes de tudo, como ajudar essa criança a ser ela própria, a dar valor a si própria, a cultivar amor próprio e ter orgulho de si e de sua cultura.

Chimamanda Adichie
Chimamanda tem uma generosidade e um olhar que o mundo precisa aprender a cultivar. Um olhar que a mulher precisa ter para ela própria e para outra mulher, que a permita ser completa, integral, feliz como mulher, mãe, trabalhadora, sem abdicar dos seus sonhos.
A autora nos faz refletir sobre como a forma como a sociedade educa as meninas para ver o casamento como uma realização e um prêmio _ diferente do que faz com os meninos _ já cria condições desiguais na maneira como cada um encara a relação e seu papel dentro dela, o que impacta o seu comprometimento e uma série de questões futuras. Por que isso acontece? De que forma frases como a que ouvimos há séculos “ele ajuda em casa” reforçam o papel secundário do homem nas tarefas domésticas? Como podemos mudar isso a partir da educação que damos a nossos filhos?
Quantas vezes ouvimos alguém dizer que uma menina não pode fazer algo porque é uma menina? Papéis de gênero fazem algum sentido? Por que mulheres poderosas causam tanto desconforto a homens e mulheres? São apenas algumas entre tantas reflexões propostas aos leitores. 
A autora sugere ainda que estimulemos as crianças a ler muito, porque a leitura ensinará a questionar o mundo. E mais que questionar o mundo, o importante é questionar a linguagem, porque é nela onde residem nossos preconceitos .

Ser corajosa, gostar de si, ter auto-estima, respeitar e reconhecer as diferenças, aprender a dialogar são mais outras entra tantas sugestões que você poderá ler numa conversa deliciosa com Chimamanda e que, ao final dela, sua vontade será compartilhar o livro com todos que você conhece, especialmente aqueles que estão iniciando a jornada tão especial de educar um ser humano e fazer um mundo um lugar mais justo e igualitário para se viver.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Cómo educar a los niños del siglo XXI

Por Olga R. Sanmartín - El Mundo (20/11/2017)

* Los críos de ahora se pasan la vida pegados al móvil, son más espontáneos, se desmotivan fácilmente y muestran una forma de entender la autoridad distinta de la de sus padres.

* Expertos reunidos en la Cumbre Mundial de Educación, celebrada en Doha (Qatar), aportan las claves para educar a la nueva generación: ética, hechos y pensamiento concreto

https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=d0wP6g7yxVk


Imagínese que entra en una gigantesca biblioteca, como las de Borges, y que los libros no están clasificados. Hay miles de volúmenes con lomos de colores brillantes que reclaman su atención, pero no sabe cuál escoger. Se detiene en uno por azar, pero descubre que no lleva título. Hay otro en la siguiente estantería en el que se fija, más que nada por la suave piel de la encuadernación, pero tiene faltas de ortografía. Comienza a abrir un tercero pero lo que cuenta no es verosímil. Algo así les ocurre a los niños y adolescentes de ahora. Tienen a su disposición más información que nunca, de una forma accesible e instantánea, pero no siempre saben cómo valorarla y utilizarla y se pierden por las interminables escaleras de Babel.

Si ya nos pasa a los adultos, que no entendemos casi nada de lo que ocurre en estos tiempos de disrupción global e incertidumbre, ¿cómo hacen los críos para procesar esa ingente cantidad de datos que cada día les pasa por ese nuevo apéndice que es para ellos su teléfono móvil? ¿Cómo enseñarles a salir adelante en un mundo volátil, incierto, complejo y ambiguo que no parece que vaya a estabilizarse? De todo esto reflexionaron los expertos internacionales reunidos durante la semana pasada en la Cumbre Mundial de Educación celebrada en Doha (Qatar). EL MUNDO habló con ellos para intentar recopilar las claves sobre cómo educar a la generación del nuevo milenio.

¿Cómo es la nueva generación?
Estos críos de clase media han nacido con más facilidades, pero han cargado sobre sus hombros la pesada carga de la crisis. Y de la poscrisis. Sus mayores, consciente o inconscientemente, les han transmitido esa presión de que el trabajo es un bien inalcanzable (el paro juvenil en España ronda el 40%, más que el triple de la media de la OCDE) y muchos ya han interiorizado que están condenados a vivir peor que sus padres. Según La cuestión juvenil, ¿una generación sin futuro?, una investigación realizada por los sociólogos José Félix Tezanos y Verónica Díaz, «muchos jóvenes se han instalado en un fatalismo indigno y negativo, con una fuerte desconfianza hacia la sociedad y los políticos» y «la posición mayoritaria es muy crítica con el estado actual de las cosas». Su relación con la autoridad y la disciplina es distinta de la que tenían sus padres.

Por otro lado, están habituados a vivir permanentemente conectados, hasta el punto de que el 22% de los estudiantes españoles de 15 años usa internet más de seis horas diarias al salir de clase. Su capacidad para mantener la atención sostenida en el aula no pasa de los 20 minutos y eso ha llevado a muchos centros a replantear la forma de impartir las clases. Según explican en La escuela ya no es un lugar las educadoras Olga Casanova y Lourdes Bazarra, existe «un progresivo distanciamiento entre el colegio y los alumnos, que se traduce en una desmotivación y desinterés importante». A cambio, tienen más skills (como se llaman ahora las habilidades); son más desenvueltos y espontáneos y están más acostumbrados a distintas realidades culturales. Están expuestos a más cosas y eso ha cambiado su perspectiva del entorno. 

Los expertos reunidos en la Cumbre de Doha recalcan que, en este mundo tan hipertecnologizado, la educación debería enseñarnos a resolver cosas que las máquinas no pueden hacer, poniendo el énfasis en las habilidades humanas y sociales, como la ética o el trabajo en equipo. Se habla del nuevo tribalismo, donde las opiniones están cada vez más polarizadas, y de un escenario, el de internet, en el que «no hay distinción entre lo que es cierto y lo que es falso y en que cualquier cosa se puede viralizar, independientemente del hecho que la sustente».

La verdad verdadera
Por eso, sostienen que tendrán más ventaja aquellos que dispongan de más herramientas para encontrar la verdad objetiva -los hechos puros y duros- entre tantas verdades alternativas. Aquí se observa una crítica al relativismo: la teoría de que no hay una verdad absoluta, sino múltiples realidades igualmente válidas, que tanto peso ha tenido durante las últimas décadas, nos habría conducido hasta la posverdad, dejan caer los expertos de Doha, que propugnan una vuelta al «dos más dos es cuatro, porque es un hecho, no una opinión». 

Y esto desemboca en otro cambio importante: aunque el proceso de aprendizaje es importante -el famoso aprender a aprender-, se propugna una vuelta a los conocimientos concretos, que tan mala fama han tenido en los últimos tiempos. Los niños deben tener una base sólida de saberes para no perderse en la gigantesca biblioteca llena de trampas que es internet. 

Sir Michael Barber, que fue asesor educativo de Tony Blair, explica en conversación con EL MUNDO que los niños tienen que «aprender a escribir y a leer bien, a saber Matemáticas y a tener unos conocimientos concretos». «Estas cosas no cambiarán, no lo hemos hecho bien y tendremos que mejorar en el futuro. La gente que dice que no necesitamos conocimientos concretos porque podemos googlearlos está completamente equivocada. Esto ha sido muy dañino y me frustra bastante que en algunas conversaciones sobre educación se diga que el conocimiento no importa. No estoy diciendo que sea lo único que importa ni que haya que aprenderse todas las fechas, pero quiero que los niños tengan nociones de Historia. No quiero que los alumnos abandonen la escuela sin haber leído a Shakespeare o Dickens. Es difícil entender lo que ha pasado en Cataluña si uno no se sabe la Guerra Civil», señala el coautor del famoso informe McKinsey.

Liderazgo y pensamiento crítico
¿Que más necesita la educación del siglo XXI? Barber apunta tres cosas más: «Los niños tienen que aprender a pensar; necesitan liderazgo, que es la habilidad para influir en la gente, cómo escuchar, cómo construir relaciones o cómo discutir, y, por último, pero esto lo engloba todo, necesitan tener una perspectiva ética del mundo, para saber llevarte con gente que piensa de una forma diferente a ti, que tiene un color de piel, unos antepasados o unas creencias distintas. En el mundo moderno tenemos que cambiar las bases de la ética: la forma en que pensamos en el planeta y en que construimos las relaciones humanas».

Ética ha sido la palabra más repetida durante la Cumbre de Doha. El premio al mejor profesor del mundo ha recaído este año, de hecho, en el ganés Patrick Awuah, que dejó su cómoda vida en EEUU, donde trabajaba para Microsoft, para montar una universidad en su país natal basada en la ética.

La pedagoga Carmen Pellicer, presidenta de la Fundación Trilema y la única española que ejerció como ponente en la Cumbre, insiste en que «abordamos unos desafíos tecnológicos muy importantes y el conocimiento va muy deprisa. Además de darles información a los niños, hay que amueblar las cabezas».

El pensamiento crítico es mencionado por los expertos internacionales como una habilidad fundamental en este mundo trumpista en el que lo que es verdad por la mañana se convierte en mentira por la tarde. 

Según Kishore Mahbubani, decano de la Facultad de la Escuela de Ciencias Políticas Lee Kuan Yew de la Universidad de Singapur, «los jóvenes de ahora son demasiado candorosos». «Van a tener que aprender lo que es la disciplina intelectual y la educación tiene que enseñarles a decir que no y a no creerse todo lo que les dicen. A nosotros no nos pasaba porque no teníamos tantas cosas que elegir. Si yo hubiera tenido un iPhone, no habría leído tantos libros y no tendría el trabajo que tengo ahora».

Fonte: El Mundo (http://www.elmundo.es/papel/futuro/2017/11/20/5a0f357246163fec608b45a7.html)

Videos para trabajar la alfabetización mediática

La alfabetización mediática ayuda a tus alumnos a afrontar la información con una visión crítica y les descubre la importancia del pluralismo y la diversidad de medios, las fuentes de la información, la ética periodística o la independencia de los medios y los informadores. Es una competencia esencial para saber desenvolverse en un mundo donde los datos y las noticias se multiplican, a través de los medios tradicionales, como televisión, radio o prensa, pero también gracias al inmenso banco de datos que es Internet. Hemos recopilado ocho videos con los que podrás trabajar distintos aspectos de la alfabetización mediática e informacional y ayudar a tus alumnos a reflexionar sobre cómo informarse de manera responsable y seleccionar adecuadamente las fuentes de documentación.

Un viaje a la Alfabetización Mediática parte 1 y parte 2. Estupendo resumen elaborado por la organización europea EAVI para reflexionar sobre los medios y la mirada crítica que hay que aplicar en la búsqueda, consumo y creación de información. A modo de metáfora, cuenta la historia de Jack y su viaje por los océanos de la comunicación hasta la isla del conocimiento.
Parte 1: https://www.youtube.com/watch?v=a7H_Mes-_y8

Parte2: https://www.youtube.com/watch?v=TZkvigKaQig

Habilidades del siglo XXI – Pensamiento Crítico. Video de Educarchile con la estética de dibujos sobre pizarra blanca donde se explica cómo debe afrontarse la información mediante el pensamiento crítico, para distinguir lo útil y veraz de los datos falsos, no contrastados o irrelevantes. Está dirigido a docentes y te da ideas para tratar este tema en el aula, pero también hay fragmentos que puedes mostrar directamente a los alumnos para ayudarles a desarrollar su visión crítica de los medios.
Video: https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=lvyoTSdv-j4

Pensamiento crítico. Explicación sobre cómo funcionan los procesos de pensamiento, cómo nos pueden afectar los prejuicios, la experiencia, los sentimientos o la búsqueda de patrones para interpretar la información y por qué hay que utilizar la lógica y la argumentación de manera correcta para analizarla.
Video: https://www.youtube.com/watch?time_continue=4&v=FwFeD0OGHds

La verdad según Wikipedia Documental holandés sobre Wikipedia, la enciclopedia más grande del mundo escrita por usuarios. Muy interesante para reflexionar sobre la credibilidad de la información en Internet y la selección de las fuentes.
Video: https://vimeo.com/17749262

Cómo elegir las noticias. Lección de TEDEd que realiza un breve repaso a la historia de los medios y recopila claves prácticas para seleccionar las noticias y distinguir la verdad y los hechos entre la cantidad de información que nos rodea. 
Video: https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=q-Y-z6HmRgI

Otra buena opción es La clave para los códigos ocultos en los medios, que destaca la importancia de comprender y detectar los símbolos y prácticas en la publicidad, el cine o las noticias para convencer al destinatario del mensaje.
Video: https://www.youtube.com/watch?v=oZXqORn0z4E

El engaño en la publicidad. Reportaje de programa Buenos Días Canarias para reflexionar sobre los retoques publicitarios, la imagen modificada que nos muestran los medios y la ética de este tipo de prácticas.
Video: https://www.youtube.com/watch?v=VDrQY6_R_Vs

Cómo separar hechos y ficción online. Charla TED del periodista Markham Nolan en la que explica los retos a los que se enfrentan no solo los usuarios sino también los propios informadores para decidir si algo es cierto o no, especialmente en la Red.
Video:https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=sNV4yIyXXX0

No todos los estudios científicos son iguales. Lección de TEDed sobre la fiabilidad de las referencias a estudios científicos y cómo debemos cuestionarnos e indagar también en este tipo de informaciones, supuestamente objetivas y acreditadas. 
Video: https://www.youtube.com/watch?v=GUpd2HJHUt8

También puedes animar a tus alumnos a reflexionar sobre el significado e interpretación de los datos estadísticos con este otro video: https://www.youtube.com/watch?time_continue=9&v=sxYrzzy3cq8


Fonte:AulaPlaneta (http://www.aulaplaneta.com/2017/11/13/recursos-tic/ocho-videos-trabajar-la-alfabetizacion-mediatica/)

Universidade do Minho sedia congresso sobre lusofonia


O III Congresso Internacional sobre Culturas: Interfaces da Lusofonia acontece do dia 23 a 25 de Novembro na Universidade do Minho, em Braga, Portugal. A organização do evento é do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade - CECS dessa universidade, e tem como objetivo aprofundar um debate científico, que teve início em 2015, na Universidade da Beira Interior (Portugal), e se reforçou em 2016, na Universidade Federal da Bahia (Brasil). 
Vários especialistas de países como Angola, Brasil, Cabo Verde, Espanha (Galiza), Inglaterra, Moçambique e Portugal estarão presentes.O programa completo do congresso, pode ser acessado em: http://www.3congressoculturas.pt/index.php/programa-final-completo/

Programa social para 23 de novembro (21h00):
Sessão de cinema (Braga Parque) – Exibição do filme “Peregrinação”, de João Botelho
A entrada é livre
Comentário: Moisés de Lemos Martins e Isabel Mateus (Universidade do Minho)

Toda a informação: http://www.3congressoculturas.pt/
Fonte: ICS- Universidade do Minho

domingo, 12 de novembro de 2017

Livro aborda estereótipos de gênero, identidade e sexualidade no entretenimento infantil

"Heroes, Heroines, and Everything in Between: Challenging Gender and Sexuality Stereotypes in Children's Entertainment Media" examines how this media ecology now includes a presence for nonheteronormative genders and sexualities. 
It considers representations of such identities in various media products (e.g., comic books, television shows, animated films, films, children’s literature) meant for children (e.g., toddlers to teenagers). 
The contributors seek to identify and understand characterizations that go beyond these traditional understandings of gender and sexuality. By doing so, they explore these nontraditional representations and consider what they say about the current state of children’s entertainment media, popular culture, and global acceptance of these gender identities and sexualities. (By Amazon)

Edited by: Carrielynn D. Reinhard and Christopher J. Olson 
Contributions by Fatima Q. Al Hattami; Sara Austin; Thomas J. Billard; Nancy Bressler; Claire Burdfield; Chrys Egan; Rebecca Feasey; Susan G. Kahlenberg; Brian L. Macauley; Jennifer Miller; Jerralyn R. R. Moudry; Annick Pellegrin; Christopher J. Olson; Carrielynn D. Reinhard ; Richard J. Schaefer and Heike Steinhoff.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

II Fórum Informal sobre Literacia Mediática acontece em Lisboa


O Grupo Informal de Literacia para os Media (GILM) e a Comissão Nacional de Proteção de Dados organizam o II Fórum Informal sobre Literacia Mediática (FILM) sobre o tema “Internet, proteção de dados e Literacia dos Média”.

A iniciativa, que decorrerá em Lisboa, na Escola Secundária D. Filipa de Lencastre, acontece dia 3 de novembro, entre 14h30 e 17h30.

A entrada é livre, tendo os interessados que confirmar a sua presença para o e-mail: gielm2009@gmail.com


Fonte: http://www.cecs.uminho.pt/ii-film-forum-informal-sobre-literacia-mediatica/

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Universidade Católica Portuguesa sedia Seminário "Imagem corporal e autoestima em crianças e adolescentes"

No próximo dia 14 de outubro a Universidade Católica Portuguesa (UCP) sediará o seminário "Imagem corporal e autoestima em crianças e adolescentes", promovido pela instituição e o Programa Media Smart, da APAN (Associação Portuguesa de Anunciantes).

O evento tem acesso livre, mediante inscrições prévias, e destina-se primordialmente a educadores e formadores de crianças, adolescentes e jovens.

A ideia é discutir como a exposição desse público à publicidade _ devido ao acesso cada vez mais facilitado às novas tecnologias _ pode impactá-lo e criar novos estigmas e promover um debate a partir de algumas questões como:
* De que modo podem os professores, pais e educadores explicar às crianças e aos adolescentes que os corpos e as imagens que aparecem nos anúncios publicitários das marcas não devem ser encarados como ideais, conferindo-lhes capacidade de interpretação dos objetivos daquelas mensagens comerciais?

O seminário contará com a presença de especialistas que dinamizarão os seguintes temas: “a publicidade que nos rodeia - como recebemos e o que fazemos com as mensagens publicitárias”, “imagem corporal e autoestima em crianças e jovens - impactos na vivência escolar” e “publicidade e aparência - o impacto positivo e negativo na autopercepção dos jovens sobre o seu corpo”. Susana Paiva (APAN), Rita Francisco (FCH/UCP) e Amélia Souto Moura (psicóloga clínica) serão responsáveis por essas intervenções que antecederão o debate e a síntese a cargo de José Lagarto (FCH/UCP).

Evento: Seminário “Imagem corporal e autoestima em crianças e adolescentes” 
Data: 14 de outubro, sábado 
Hora: 9h às 13h 
Local: Universidade Católica Portuguesa - Anfiteatro A3 Palma de Cima | 1649-023 Lisboa 
Inscrições: mediasmart@apan.pt ou https://goo.gl/forms/ZVOrKtnrTux0XStd2 até 13 de outubro

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Professoras organizam livro mostrando experiências com tecnologias na educação

Acesse o livro “Narrativas de experiências docentes com o uso de tecnologias na educação ‘básica’”, organizado pelas professoras Adriana Barroso de Azevedo (Universidade Metodista de São Paulo) e Maria da Conceição Passeggi (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) neste link: https://anlitemedia.com/2017/09/14/narrativas-das-experiencias-docentes-com-as-tic/ ou em: https://meocloud.pt/link/9113bebb-c160-45a4-84d7-0af3067b1ceb/narrativas.pdf/
O livro, editado pela Universidade Metodista de São Paulo em 2016, mostra desde experiências com TV a jogos em aulas de filosofia e meios digitais para troca entre os professores. 

Guia voltado a centros educativos discute homofobia

Como trabalhar com Homofobia na escola? O guia de Gonçalo Martinez pretende dar algumas dicas nesse sentido, ajudando professores a debater o tema e trabalhar esse preconceito com os alunos. Resenha no site "Red de Escuelas de Ciudadanía"Esta Guía contra la Homofobia de Gonzalazo F. Serrano Martínez es un material dirigido a instituciones y el cuerpo docente para atender las necesidades específicas de los niños y adolescentes LGBT, no sólo asegurando el normal desarrollo de su personalidad (refuerzo de la autoestima), sino educando además a la comunidad educativa en sentido amplio en los valores de respeto a la diversidad afectivosexual (lucha contra la discriminación). La guía integra una serie de recomendaciones que pueden resultar de utilidad a la hora de emprender esta labor.
Para fazer download do guia, acesse: 
http://www.fundacioncives.org/rec/recursos/guia-contra-la-homofobia.html

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

"I used to think social media was a force for good" - Opinion/The Guardian

I used to think social media was a force for good. Now the evidence says I was wrong
Matt Haig (By The Guardian - Opinion 06/09/2017)



I used to think social media was essentially a force for good, whether it was to initiate the Arab spring of 2011, or simply as a useful tool for bringing together like-minded people to share videos of ninja cats. Having spent a lot of time thinking about mental health, I even saw social media’s much-maligned potential for anonymity as a good thing, helping people to open up about problems when they might not feel able to do so in that physical space we still quaintly call real life.


I also knew from my own experience that it could sometimes provide a happy distraction from the evil twins of anxiety and depression. I have made friends online. As an author, it’s also been a great way to test new ideas, and has taken storytelling from its castle in the sky back down to the metaphorical (now hashtag-heavy) campfire. As someone who often finds social situations mentally exhausting, social media seemed far more solution than problem.
Yes, I would occasionally feel that maybe staring at my Twitter feed near-continuously for seven hours wasn’t that healthy, especially when I was arguing with an army of Trump fans telling me to jump off a cliff. Yes, I’d see articles warning of the dangers of excessive internet use, but I dismissed these as traditional, reactionary takes. I saw social media naysayers as the first reviewers of Technicolor movies, who felt the colour distracted from the story, or were like the people who walked out on Bob Dylan at Newport folk festival for playing an electric guitar, or like those who warned that radio or TV or video games or miniskirts, or hip-hop or selfies or fidget spinners or whatever, would lead to the end of civilisation.
I remember a Daily Mail headline, “How using Facebook could raise your risk of cancer”, which made things even clearer: to be anti-social media was to be hysterically on the wrong side of history.
Then I started the research for a book I am writing on how the external world affects our mental health. I wanted to acknowledge the downsides of social media, but to argue that far from being a force for ill,it offers a safe place where the insanities of life elsewhere can be processed and articulated.
But the deeper into the research I went, the harder it was to sustain this argument. Besides the Daily Mail screeching about the dangers, other people – scientists, psychologists, tech insiders and internet users themselves – were highlighting ways in which social media use was damaging health.
Even the internet activist and former Google employee Wael Ghonim – one of the initiators of the Arab spring and one-time poster boy for internet-inspired revolution – who once saw social media as a social cure – now saw it as a negative force. In his eyes it went from being a place for crowdsourcing and sharing, during the initial wave of demonstrations against the Egyptian regime, to a fractious battleground full of “echo chambers” and “hate speech”: “The same tool that united us to topple dictators eventually tore us apart.” Ghonim saw social media polarising people into angry opposing camps – army supporters and Islamists – leaving centrists such as himself stuck in the middle, powerless.
And this isn’t just politics. It’s health too. A survey conducted by the Royal Society of Public Health asked 1,500 young people to keep track of their moods while on the five most popular social media sites. Instagram and Snapchat came out worst, often inspiring feelings of inadequacy, anxiety and self-loathing. And according to another survey carried out by the youth charity Plan International UK, half of girls and two-fifths of boys have been the victims of online bullying.
The evidence is growing that social media can be a health risk, particularly for young people who now have all the normal pressures of youth (fitting in, looking good, being popular) being exploited by the multibillion-dollar companies that own the platforms they spend much of their lives on.
Kurt Vonnegut said: “We are what we pretend to be, so we must be careful who we pretend to be.” This seems especially true now we have reached a new stage of marketing where we are not just consumers, but also the thing consumed. If you have friends you only ever talk to on Facebook, your entire relationship with them is framed by commerce. When we willingly choose to become unpaid content providers, we commercialise ourselves. And we are encouraged to be obsessed with numbers (of followers, messages, comments, retweets, favourites), as if operating in a kind of friend economy, an emotional stock market where the stock is ourselves and where we are encouraged to weigh our worth against others.
(...) See all the content in the link bellow/ Veja o resto do artigo de Opinião no link:
https://www.theguardian.com/commentisfree/2017/sep/06/social-media-good-evidence-platforms-insecurities-health?CMP=share_btn_fb